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segunda-feira, 23 de setembro de 2019, 2h12

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#talentosdacotonicultura Alessandra Chaves

Alessandra Chaves: saiba como ela conseguiu trazer o tema sustentabilidade ao dia a dia das associadas à Abapa

Conhecimento é bom, mas compartilhado, é melhor ainda. E é isso que se propõe o Instituto Brasileiro de Algodão (IBA): permitir que todos os envolvidos na cadeia produtiva tenham acesso a projetos, ações, ideias ou processos aplicados em cada uma das etapas do cultivo, para que, desta forma, o conhecimento seja repassado, aprimorado e replicado, ajudando no desenvolvimento sustentável do setor.

No Banco do Conhecimento, criado pelo IBA, é possível termo acesso a iniciativas ligadas a cinco diferentes áreas: sustentabilidade, controle de pragas, capacitação, qualidade da fibra e cooperação internacional. A biblioteca virtual permite pesquisar, por exemplo, sobre como ações voltadas à sustentabilidade podem ser essenciais para garantir a viabilidade de um plantio, ou o quanto preservar nascentes é uma prática que, além de ser ambientalmente importante, ajuda na conscientização da população ribeirinha a respeito da importância da conservação dos recursos naturais e no incentivo da agricultura sustentável.

Contudo, para que os projetos sejam bem-sucedidos – desde a concepção até a conclusão – além de todo o apoio do Instituto, é fundamental ter pessoas engajadas, motivadas e disponíveis. É a partir do conhecimento e ações efetivas que se chega aos resultados esperados ou a novas soluções.

E para ajudar ainda mais a compartilhar o conhecimento, o IBA foi atrás de profissionais responsáveis por gerir os projetos. Cada um deles se disponibilizou a contar um pouco sobre sua trajetória e como iniciativas inovadoras contribuíram para uma mudança de cultura e paradigmas.

Quem abre a série de entrevistas é Alessandra Chaves Cotrim, diretora de Meio Ambiente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que atualmente possui dois projetos geridos pela Abapa: o Centro de Apoio a Regularização AmbientalIdentificação, Preservação e Recuperação de nascentes na região Oeste da Bahia.

IBA: Como eram as ações antes da participação do IBA no projeto? E como é agora?

Alessandra: Mudou completamente a visão, pois houve uma mudança de paradigma. Hoje trabalhamos naturalmente os temas sustentabilidade, cumprimento legal e meio ambiente em todas as ações que conduzimos, uma vez que as questões ambientais têm interface em todas as ações conduzidas no empreendimento rural. O nosso objetivo é também colaborar com as assessorias da região, para auxiliar os produtores rurais na tomada de decisão.

IBA: Consegue quantificar essa diferença do antes e depois?

Alessandra: A comunicação ficou mais assertiva. Hoje o produtor rural consegue estar atualizado em todos os requisitos ambientais, o que facilita na tomada de decisão, reduz passivos ambientais e, de maneira paralela notificações e autos de infrações. Desde 2014, atendemos uma área aproximada de 1,6 milhão de hectares, do total de 2,4 milhões de hectares plantados na região Oeste da Bahia; realizamos o atendimento em 40 indústrias de beneficiamento de algodão; além do acompanhamento sobre a adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que na Bahia é denominado Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (CEFIR) e Programa de Regularização Ambiental (PRA) em 100\% da área plantada. Elaboramos e publicamos a Cartilha sobre Regularização Ambiental de Propriedades Rurais (1ª, 2ª e 3ª edições), sendo a última bilíngue, para os estados da Bahia, Tocantins, Piauí e Maranhão; elaboramos manual orientador sobre regularização de indústrias de beneficiamento de algodão, folder sobre a prevenção à ocorrência de incêndios florestais em imóveis rurais e a gestão de resíduos sólidos perigosos no empreendimento rural.

IBA: Trabalhar com projetos causou uma mudança de mindset?

Alessandra: Com certeza. Hoje, por exemplo, todas as ações conduzidas têm impacto na área ambiental; e temos interface em todos os projetos e programas conduzidos em parceria com diferentes instituições, com ações de infraestrutura, logística, educação, fortalecimento da agricultura familiar, governança, inteligência territorial, zoneamentos, fomento à adoção de boas práticas, entre outras. Assim, a sustentabilidade é vista de modo primordial, inclusive para melhorar a imagem do agronegócio. E para isso, a gente tem se apoiado em diversos projetos sustentáveis para a região Oeste da Bahia.

Para saber mais sobre os projetos da Abapa conduzidos em parceria com o IBA, clique aqui e fique por dentro de todas as ações que a entidade promove em prol da cotonicultura.