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segunda-feira, 16 de março de 2020, 6h55

Notícias IBA

Inovar para crescer: conheça os avanços do Centro de Análises de Algodão da Abapa

Para melhor atender as demandas, o laboratório terá um crescimento de 54% em suas análises diárias

Inaugurado em 2004, no Oeste da Bahia, o Centro de Análises de Algodão da Abapa tem feito um excelente trabalho com análise de algodão no Brasil, tanto que sua qualidade é atestada pelo Round Test, uma avaliação internacional organizada pela International Cotton Advisory Committee (ICAC).

Para melhorar ainda mais esse cenário, focado em aumentar a capacidade das análises e, claro, manter a qualidade na entrega, a confiabilidade e a credibilidade, a Abapa tem investido continuamente na infraestrutura do Centro de Análises. E, para isso, conta com a parceria da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), por meio do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), que visa garantir o resultado das análises. Em 2018, por exemplo, foram instalados equipamentos de climatização, onde os sistemas de ares-condicionados de expansão direta foram substituídos pelos de sistema de água gelada. Essa troca favoreceu o controle da temperatura e umidade das salas climatizadas, resultando em um maior controle das amostras, o que é essencial para a confiabilidade dos resultados das análises em HVI.

Em abril de 2019, foi preciso fazer algumas alterações neste projeto, pois outro laboratório que atendia uma boa parte do Matopiba (região que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) encerrou suas atividades, e toda a região passou a ser atendida pelo laboratório da Abapa. Para suportar a nova demanda, foi preciso aumentar o galpão onde funciona o laboratório, elevar o número de equipamentos HVI e modernizar os sistemas elétrico e de ar comprimido, para atender uma eventual falta de energia no laboratório.

“Essas modernizações são de extrema importância para que a gente consiga atender os cotonicultores do estado da Bahia, com um tempo reduzido.”, conta Sérgio Alberto Brentano, Gerente do Centro de Análise de Fibra de Algodão. “Esse projeto resultará em uma maior uniformidade do algodão disponibilizado para o mercado, valorizando o produto. Assim o produtor também fica tranquilo para atender as demandas da produção dele”.

Para se ter ideia, na safra 2016/2017 foram realizadas 10.361 amostras diárias, num total de 1.126.278, o equivalente a 63\% do algodão produzido na Bahia. E para atender esse número, houve operação em três turnos, 24 horas por dia, sete dias por semana, com nove profissionais fixos e 40 temporários. Muito trabalho!

A fase 2 do projeto de Modernização do Centro de Análises de Algodão prevê a substituição das máquinas Premier pelo tipo USTER, o que fará com que as análises diárias saltem de 13 mil para cerca de 20 mil, um grande avanço! E tudo isso, mantendo rigorosamente a qualidade do laboratório.

Para manter o sistema brasileiro de análise de pluma na vanguarda, o SBRHVI busca orquestrar a modernização dos laboratórios associados, utilizando tecnologia de ponta e padronização de todos os processos.

Para conferir os demais projetos visando a qualidade da fibra, acesse aqui.