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sexta-feira, 18 de outubro de 2019, 3h36

Notícias IBA

IBA em missão brasileira a Moçambique

A esperança de um futuro melhor por meio do cultivo do algodão, com profissionalismo e compartilhamento de boas práticas

Que o mundo dá voltas, todo mundo (ou quase todo mundo) sabe. E essas voltas podem levar as pessoas a lugares incríveis, com experiências melhores ainda. É o que aconteceu com o diretor Técnico do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Gustavo Prado, que esteve recentemente em Moçambique, África, a convite da Agência Brasileira de Cooperação (ABC). A missão, que levou uma delegação brasileira composta por dez integrantes ao país africano, teve o objetivo de ajudar a mudar a realidade dos agricultores familiares de algodão de Moçambique.

“Trata-se de um marco muito importante no posicionamento estratégico do IBA como uma instituição acreditada pelo setor cotonicultor, não só do Brasil, mas também dos países da cooperação sul-sul, e fundamental para a gestão de projetos e desenvolvimento de estratégias para o seu fortalecimento”, comemora Prado.

O grupo atravessou o Atlântico com o intuito de elaborar as bases para a construção de um centro de excelência em inovação do algodão, no âmbito do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul, executado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com recursos do IBA destinados à cooperação internacional.

Recepcionados e conduzidos pelo Instituto do Algodão de Moçambique (IAM), instituição pública tutelada pelo Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar do país, os brasileiros visitaram instituições de pesquisa, educação, profissionalização e extensão, além de algodoeiras, laboratório de classificação da pluma e indústria de fiação, todos localizados nas províncias de Maputo e Nampula.

O ponto alto do trabalho foi a realização de oficina para a construção da proposta de projeto, com duração de dois dias e participação de aproximadamente 30 integrantes das instituições locais. Durante o período, os participantes construíram uma árvore de soluções que integrará o projeto, sob a facilitação da ABC e do IBA e apoio das instituições brasileiras que atuam na gestão da inovação e do conhecimento, como a Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e os institutos federais a este ligados, do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

“Apesar de uma longa jornada pela frente para a consolidação, revisão e validação do projeto pelas partes interessadas e aprovação pela ABC, voltamos dessa missão com sentimento de agregação de valor, compartilhamento de boas práticas e de esperança por um futuro melhor para os produtores moçambicanos de algodão. De qualquer foram, já deixamos o legado da integração de pessoas e instituições naquele País”, finaliza o diretor de projetos do IBA.