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quinta-feira, 24 de setembro de 2020, 9h15

Notícias IBA

Goiás orgulha-se em ser modelo em validação e transferência de tecnologia na cotonicultura

IGA e biofábricas, projetos da Agopa com o IBA, tornam estado referência no uso de tecnologia e de ações sustentáveis

A cada ano, o agronegócio brasileiro avança consideravelmente no uso da tecnologia, seja em maquinários e técnicas de plantio, bem como em pesquisas, que direcionam a decisão do produtor. Paralelamente, o manejo sustentável é praticamente obrigatório para os negócios. E uma das culturas que investem nessa modernização é a do algodão. Quando falamos sobre Goiás, fica muito claro esse investimento.

Para a série comemorativa dos 10 anos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (AGOPA), Carlos Moresco, falou, em entrevista, sobre os projetos em parceria com o IBA que estão alinhados às tendências do agronegócio, e ressaltou quão importantes são para a tomada de decisão nos negócios, com destaque para a criação do Instituto Goiano de Agricultura (IGA). “Tudo o que é novo passa pelo IGA, sobretudo as questões ligadas à melhoria da qualidade do algodão e da produtividade. Por esse motivo, os produtores aguardam ansiosamente pelos direcionamentos do Instituto para tomar as suas próprias decisões”, explica. O IGA surgiu em 2017, com o objetivo de apoiar e desenvolver a agricultura goiana e brasileira, tornando-se um modelo de sustentabilidade e produção.

Outro agente transformador da cotonicultura goiana são as Biofábricas on Farm, cujo projeto, apoiado pelo IBA, prevê a disponibilidade de ferramentas para a produção de microrganismos (fungos e bactérias) nas fazendas, com fins de manejo biológico experimental. No total, são cinco unidades – sendo uma no IGA para controle de qualidade – que preveem a redução de 10% no uso de produtos químicos, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e financeira.

Para o presidente da Agopa, as biofábricas serão responsáveis pela diminuição significativa no uso de produtos químicos, buscando o equilíbrio ecológico e a redução do impacto financeiro. “O mundo está pedindo ações mais sustentáveis e com as biofábricas seguiremos por um caminho sem volta. Acredito que em dois anos, no máximo, o projeto chegue ao ápice e, por meio dele possamos crescer dentro da cadeia do algodão”, ressalta.

Por fim, Moresco destaca, ainda, que, esses investimentos foram possíveis graças à expertise do IBA na gestão de projetos. “Toda a diretoria e colaboradores do IBA têm um papel muito importante nos ganhos da cotonicultura brasileira. Trata-se de uma iniciativa de sucesso, que agregou muito à cadeia produtiva do algodão”, conclui.

 

Continue a acompanhar conosco a série comemorativa dos 10 anos do IBA: nas próximas semanas, confira a entrevista com o presidente da Abrapa, Milton Garbugio.