segunda-feira, 18 de agosto de 2014, 5h18
Notícias IBA
Dia do Algodão da AGOPA reúne 300 pessoas em Jataí
Com o tema central “Avanços do sistema produtivo com a inserção do algodão”, o Dia do Algodão 2014 foi realizado no último dia 8, na Fazenda Aliança, do Grupo Maggioni, no município de Jataí. Em sua 11ª edição, o evento reuniu mais de 300 pessoas, entre produtores, consultores, técnicos, pesquisadores, autoridades, representantes de traders, entre […]
Com o tema central “Avanços do sistema produtivo com a inserção do algodão”, o Dia do Algodão 2014 foi realizado no último dia 8, na Fazenda Aliança, do Grupo Maggioni, no município de Jataí. Em sua 11ª edição, o evento reuniu mais de 300 pessoas, entre produtores, consultores, técnicos, pesquisadores, autoridades, representantes de traders, entre outros profissionais.
Promovido pela Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), com organização técnica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fazenda Aliança e Fundação Goiás, além do apoio institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fundo de Incentivo à Cultura do Algodão em Goiás (Fialgo) e Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), o Dia do Algodão é o mais tradicional e renomado evento sobre cotonicultura realizado no Estado.
Nesta edição, o Dia de Campo foi dividido em quatro estações para demonstrar as mais diversas tecnologias aplicadas ao cultivo do algodão. Na ocasião, foram discutidos os desafios impostos pela cultura, como o controle de pragas e a produtividade. Marcaram presenças várias autoridades, como o presidente licenciado da Federação da Agricultura da Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, ao lado do vice-presidente institucional, Bartolomeu Braz; do presidente do IBA, Haroldo Cunha; e do vice-presidente da Abrapa, Paulo Shimohira.
Entre os assuntos mais importantes, foram discutidas as novas variedades transgênicas de algodão, que influenciam o sistema produtivo no Estado. De acordo com o presidente da Agopa, Luiz Renato Zapparoli, o cotonicultor tem, hoje, o auxílio de ferramentas que visam estabilizar a produção. E as variedades geneticamente modificadas são um exemplo, embora o custo de investimento ainda seja alto.
“Por oferecerem tolerância a lagartas e a herbicidas, demandam um custo maior, já que a tecnologia é trazida através de sementes. Em contrapartida, diminuem as aplicações de inseticida para pragas, oferecem mais opções de controle de ervas daninhas e a eliminação da capina manual”, explicou Zapparoli.
ECONOMIA – Outro assunto abordado no dia de campo em Jataí foi os aspectos agronômicos e econômicos da inserção do algodão no sistema soja/milho. O consultor da Fazenda Aliança e o pesquisador da Embrapa Algodão mostraram durante as Estações do Dia do Algodão um comparativo entre o algodão de 1ª e 2ª safra, e entre o algodão e o milho de 2ª safra. Para Zapparoli, a inserção do algodão em outras cultivares é uma alternativa para que a cultura do algodão em Goiás se fortaleça, embora o Estado já seja o terceiro maior produtor nacional de algodão.
“A produtividade atual em Goiás é cerca de 101,40 arrobas por hectare de algodão em pluma, plantado em uma área total superior a 53 mil hectares. E há uma capacidade maior de colheita e beneficiamento para o algodão na região, se pensarmos em sua inserção no cultivo de milho ou de soja. Esta alternativa representa um avanço já que pode nos ajudar a obter expansão da área de cultivo e beneficiar o agronegócio goiano”, afirmou o presidente da Agopa.
O Dia do Algodão 2014, em Jataí, também mostrou cultivares disponíveis no mercado e alertou produtores sobre fatores que afetam a produtividade.
Fonte: ABRAPA